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Uma bagagem pesada

Aquilo que ninguém nos conta quando nos dizem "vai passar" ou "tudo passa" é que, de facto, tudo acaba. A dor vai e não volta a ser mesma, mas dificilmente voltamos também a sentir o mesmo. E está tudo bem. Não me interpretes mal, mas o sofrimento é do tamanho da maturidade do sentimento que o causou. A cada novo sentimento, nova dor, a cada nova dor, novo e amadurecido sentimento. Entendes? Não sei se acho triste ou bonito. Por um lado, pensar que não voltamos a sentir daquela maneira, é que mesmo que a pessoa retorne, o sentimento não tem essa capacidade, de se encurtar para voltar a caber naquilo que já cresceu. Por outro lado, pensar que a dor é tão única como o (des)amor, que pertence a cada um e a cada história. É ou não é bonito? Mais ainda, é importante reconhecê-la como única e encarar de frente essa bagagem, sentir a sua complexidade e olhar para o seu tamanho antes de nos exigirmos, ou ao outro, aquilo que pode não ter espaço para existir. Acredita, essa ...

Girassol

Apreciava-o enquanto se vestia, manteve-se em tronco nu e acendeu um cigarro à janela.  Espreitei lá para fora e vi os altos girassóis olharem para mim, virei-me para eles como se fosse o sol e alimentei-lhes a beleza enquanto sentia os lençóis, ainda quentes, na pele desnuda. Voltei-me para ele novamente, à medida que os seus olhos me percorriam eu senti que ele sabia-me completamente nua, mais do que tirar-me a roupa, soube despir me de mim, pouco a pouco. Medos, preconceitos e julgamentos foram arrancadas por mãos ardilosas. Sempre soube que quem soubesse plantar e trabalhar a terra, saberia nutrir-me o corpo, nunca pensei que também fosse capaz de me alimentar a alma. Olhei para os girassóis uma última vez, "é bonito o que tu plantas", disse-lhe.

A decisão

Envolveu-me num abraço e eu não senti nada. Foi nesse momento que percebi que o meu Porto seguro, - feito de egoísmo, verdade seja dita - ruiu. Agarrei-me a mim e, enquanto sentia as lágrimas frias a cair-me no colo, pensei em como dói perder quem se ama, mesmo que ainda seja só um projeto de amor, uma hipótese em cima da mesa. Ainda ontem discutíamos sobre a maldade, se conta mais a intenção ou a ação, eu que sou mais "kantiana", ouvir que de boas intenções está o inferno cheio, imaginem, mas foi bonita a discussão, acreditem. É o que me custa, é que eu alimento-me desta estimulação, mas uma relação não. E Já não sobra intimidade para reverter a situação, e hoje, timidamente, quando lhe pedi que saísse, só pensei, minha querida Centeio, eu protegi-te em vida e tu proteges-me na tua morte, empurrando-me para uma decisão que estava tomada há muito tempo, mas sem coragem de se fazer sentir. 

Demónio sem forma na terra

Disseram-me qua andas à minha procura na noite de Lisboa. Acredito que antes disso me tenhas procurado no scroll das stories do teu Instagram, para saberes se um pouco de mim ainda quer saber de ti. Procuras-me noutras mulheres também, bem sei, que essa maldita capacidade de comparar é um demónio sem forma na terra. Mas podes parar, sabes. É que eu não sou das que se procuram, sou das que se acham, sem querer, sou das que ficam, às vezes. E se já fui, então só te resta encontrares-me em detalhes teus, assim como eu te levo em alguns dos meus.

Centeio

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Nada acontece por acaso, e este mini ser ter vindo parar às minhas mãos é prova disso. Sim, sei que é “só” um coelho de 800g, mas o cuidado, o amor e a dedicação não se medem aos palmos, à espécie ou à raça.  Nos seus primeiros dois meses de vida não crescia ao ritmo da irmã, descobri rapidamente que tinha algo, algo esse que, graças ao excelente acompanhamento, ganhou nome cedo:  um parasita no cérebro. À medida que foi crescendo apercebi-me que as mazelas eram mais do que muitas, mais do que físicas, neurológicas. A esperança era pouca. Muito ténue é o traço entre vida e morte quando tens um coelho que não pode correr ou saltar. Será que tem qualidade de vida? Sempre foi a pergunta. Será que podia ter agido de outra formo e as coisas seriam diferentes? Ela come, limpa-se, reage ao ver-me e ao ouvir a minha voz, refila comigo e é gulosa até mais não. Chega? Acabei por decidir que enquanto lhe vir vida, - e ver vida não é estar viva, é reagir, é refilar é querer auto cu...

Autocarro 53A a sair na linha 3

Apanhei o meu primeiro autocarro do ano, Fátima - Lisboa Oriente. Como gosto de andar de autocarro. Assim que subi para a zona de passageiros comecei a procurar o lugar para me sentar, não o vi de imediato e uma senhora mostrou-me onde encontrar os números. Agradeci-lhe, parece que se surpreendeu com o meu sorriso rasgado, ou está habituada a ajudar ou não está habituada a que agradeçam por gestos mundanos, mas eu sou assim, toda e qualquer ajuda - até um simples sorriso estranho - merece o meu agradecimento. Quando chego ao meu lugar esta lá um senhor estrangeiro, nem consigo reconhecer o que estou a ouvir quando ele se dirige, alguns bancos à frente, a uma mulher que fala a mesma língua.Indico-lhe que me quero sentar, ele prontamente se chega para o lugar da janela, procuro perceber e vejo que o lugar da janela é o meu. E agora, como explicar? Não expliquei. Sentei-me simplesmente e arranjei desculpas para não pensar mais nisso, embora seja obstinada. Eu conheço ...

Pior que viagens erradas, são rotas estagnadas

Tomei hoje o último banho do ano, é sempre bom limpa-lo. Enquanto temperava a água senti-a a ferver nas mãos e nos pés, mas no corpo estava terapêutica, aconchegante e calmante. Engraçado, há anos que tomo banho e só hoje dei atenção a essas sensações díspares, talvez para me lembrar hoje, no último dia de 2019, que tudo depende de perspetiva. A forma como nos sentimos influência também a forma como recebemos os estímulos e tudo é um contínuo. Ninguém morre para a vida, vai deixando a vida desvanecer, vai aceitando trocar tempo precioso por dinheiro, vai aceitando estar com quem não conhece e trocar momentos com amigos e família, vai aceitando a correria do dia, vai aceitando o estar constantemente com pressa a tentar alcançar algo mais e mais, mais, mais... Tudo o mais que não preenche. E não preenche porque não nos pertence, já por diversas vezes na minha vida senti estar onde não pertenço, e sempre que salto fora percebo o porquê de ter lá estado, tudo é aprendizagem, tudo ...

Pílulas aos meus olhos

De manhã estava mais inspirada, mas prometi texto, há texto... Já é a segunda vez que tento deixar a pílula, e não, não quero engravidar. Simplesmente embirrei com ela. Meti na cabeça que me mudava, quando deixei de fumar decidi que se deixei o tabaco também tinha de deixar outras coisas tóxicas, para além do meu ex 😏. Não sou anti fármacos, atenção, acredito na ciência e nas pessoas, acredito que investigam e desenvolvem com a melhor das intenções, independentemente de os abutres depois se aproveitarem dessas investigações para lucrar sem medida. Sei também que os medicamentos têm propósitos e a pílula, o motivo do meu texto, é útil. Muito útil. É como a Internet... Superútil, mas é preciso saber usar e com medida, para saber isso, é necessário estar informado. Sim, os médicos informam algumas coisas sobre a pílula, que previne gravidez indesejada, mas não de doenças sexualmente transmissíveis. Em alguns casos, explicam um pouco sobre certas condições de saúde, como ovários pol...

Escrita, menina e moça

Hoje tive uma formação de comunicação escrita. Cada vez mais me fascino com palavras e com o poder que têm, mais ainda, com o poder que nós podemos ter. Aprendemos alguns estilos de escrita, até de escrita para sedução se falou... Não é a mesma sedução desta fotografia, não, veem como as palavras têm uma carga tão forte? Escrita persuasiva, vá, já vos soa diferente? Dei por mim a pensar no privilégio de ser instruída. De saber ler e de saber escrever... Sim... Porque hoje também passámos a pente fino alguns erros muito comuns de português... e pensei: "que sorte a minha". Também pensei na quantidade de pessoas que julgam as outras (que cometem erros) sem se questionarem se terão elas tido a mesma oportunidade que nós tivemos de estudar. E mesmo assim, com anos a aprender escrita e leitura de forma formal, hoje aprendi que cometia erros e irei certamente continuar a cometer, mais atenta, claro... Então... Sim... Fds! Pára de julgar. Escrever tem dois lados sempre, enaltece ...

Almas

Talvez a melhor descrição do meu ano. Costumo fazer este tipo de texto no final do ano, mas nos últimos dias tenho sentido vontade de escrever sobre isto. Se olharmos para algumas serras depois do verão, de um lado temos uma serra despida, queimada, amarga... do outro um verde, esperança, crescimento... A natureza é tão incrível, cada vez mais me revejo olhando para ela e me recrio nela. Será que o crescimento exige sempre este lado amargo? Talvez não, mas faz parte. Este ano tive o pior de mim e tenho agora a melhor versão que já conheci. Foi um ano atribulado, apanhei um comboio errado... e o que custa deixar viagens a meio, sabe a desistência. Mas sabem? Posso ter desistido de algumas coisas, mas não desisti de mim, estava a perder me, o reflexo era irreconhecível no espelho. A parte mais amarga foi ter tocado numa outra alma nesta jornada que deveria ter sido exclusivamente minha. Mas já me perdoei. Por onde passamos deixamos marcas, este ano marquei pesado por onde passei, mas n...

Rebound

Cada vez gosto mais de inglês pela capacidade exploratória com que nos permeia, a nós, que gostamos de escrever. Não, ainda não sou capaz de escrever um destes textos em inglês, até porque, segundo uma amiga minha que estuda ciências da linguagem, tu tens uma personalidade para cada língua que falas, e não, nunca me expressaria da mesma forma em inglês... Acho que em nenhuma outra língua existem palavras suficientes para me aliviar o sufoco que sinto quando pego no papel e numa caneta. Voltemos à palavra do dia... Estava a ler e esta palavra surgiu na frase, com sentido de ricochete, mas conheço uma música em que esta palavra está associada a recuperação. - Recuperação - Crescimento - Recuo - Ricochete A mesma palavra em diferentes contextos, já eu, dou por mim a pensar e associo esta palavra a laços. Vamos lá explorar este pensamento... Só consigo associar esta palavra a alguém e não a alguma coisa. E vamos lá ao que me levou a escrever: ser o rebound de alguém é ser...

O Sr. Corpo

Hoje tenho de vos falar sobre o corpo. Ando a falar muito sobre o corpo ultimamente, mas hoje não é sobre quilos a mais, nem é nada relacionado com a imagem, corpo e imagem são coisas completamente diferentes. Vou vos falar de pesos e vou vos falar de saber ouvir o que temos a dizer a nós mesmos e poupar o corpo, pois só tempo um. Temos a tendência de subvalorizar ou sobrevalorizar a nossa mente e o que ela nos diz. Por vezes, até escondemos em caixinhas as nossas ideias, as nossas preocupações e os nossos medos. Mete tudo no mesmos saco e guarda, não mexe mais. Por outro lado, nada ou pouco ligamos às nossas emoções, são só emoções, voláteis, passa, o tempo cura tudo. Cura de facto, mas quanto tempo? O tempo é precioso e escasso, meus caros, é mesmo. E se nós estamos numa constante de fazer tudo o que nos dá na real gana sem ouvir a nossa cabeça e as nossas emoções, o corpo intervém. E quando o corpo intervém, ah aí, pára tudo. Não o consegues...

Felicidade ou publicidade?

Que sorriso bonito… um sorriso que reflete danos… de opressão e violência psicológica… Oi!? Sim, neste dia, esta menina, com este sorriso, tinha começado a trilhar um longo caminho para fugir de um opressor que a privou ao direito de viver fora de uma relação abusiva. Este sorriso estava completamente destruído e a alma estava desfeita, ninguém reparou, nem nesta noite, nem durante os dois anos que lhe antecedem. Este não é um texto sobre mim, não é sobre vitimas nem opressores, é sobre todos aqueles que se destroem sem ser vistos e sobre todos aqueles que não vêem. É sobre vocês, é sobre nós. Curiosos? Nós humanidade estamos em crise e nunca conseguimos ver nada quando isso acontece, as vivências sociais são cada vez mais supérfluas e desde cedo que tabletes nas mãos substituem os olhos nos olhos. Não vou, não posso criticar as tecnologias digitais, estudo para conseguir dar-lhes um propósito maior e benéfico. Mas… a socialização não pode ser feita através de e...

Não preciso de ti

- Estou a prever uma crise… - Então? - Oh, não sei, estou insegura, sei lá, o melhor é nem pensar muito, pode ser que passe. - E falares com ele e expores os teus receios, não? - Achas? Não posso, só f*do com ele, não tenho esse direito. Bem-vindos a geração que pode f*der, mas não pode demonstrar sentimentos. Há certas decisões que têm de ser tomadas e têm de o ser na altura certa. Ou vamos na onda do momento, que é relacionar-se sem se apegar e temos orgulho disso. Hoje este,  amanhã aquele... arranjo estratégias para não confundir o nome nem trocar mensagens e está tudo bem. As mensagens também não são difíceis, é o básico, vejo-te hoje? Okay ali a estas horas.  Ou então... somos nós próprios, temos sentimentos, temos medos, temos receios, demonstramos isso da melhor maneira que conseguirmos (nisso eu não sou exímia) e se isso assustar alguém ou não for de acordo com o contrato, hepa, eu não assino relações, eu vivo-as. E este tipo de "relação" (ou...

Recomeços.

As pessoas gostam de ti e esforçam se para te fazer feliz, mas há uma frase que nunca irei esquecer "a dor exige ser sentida". Ninguém te pode fazer feliz à força. Nem tu próprio. Então permite te sofrer, permite te morrer por dentro se for preciso. O tempo que for preciso. Não deixes que ninguém te diga o contrário. Que tens de falar, reagir, ser feliz. Às vezes não. Às vezes só tens mesmo de te queimar para te recriares e rescreveres. É permitido sofrer, mas não é permitido q ue sejas mau para os outros ou para ti próprio. Não arrastes ninguém para o teu sofrimento e cuida de ti. Cuida da tua saúde, da tua carreira, dos teus hobbies, faz coisas que gostes... Não te isoles, está com pessoas que te fazem bem, que marcam presença (como diz a minha melhor amiga: às vezes estou só a marcar presença porque sei que ela não está bem e não posso fazer mais nada), mesmo que o faças triste, sê honesto contigo se for isso que sentes. Depois no meio disso, redescobre sorrisos. ...

mar de rosas

Não importa quantas vezes me digam que a vida não é um mar de rosas. Não importa quantas vezes me pico nos espinhos. Vou continuar a acreditar que viver não é tão difícil assim. Basta rodearmo-nos de boas sensações. Seja um café com um amigo, um desporto que gostamos de praticar, atividades laborais que nos dêem satisfação, independentemente de serem o nosso sonho ou não. Seja lutar pelos sonhos, ou só ter. Seja o cheiro de panquecas pela manhã, uma música bonita, beijos roub ados, prazeres dados. Seja um passeio ao luar, ou uma viagem. Não é preciso muito. Basta acreditar nas pessoas e sermos bons para nós e para os outros. Não importa quantas pessoas rasas conheci na minha vida, vou continuar a acreditar que todos têm a possibilidade de florescer. A vida pode não ser um mar de rosas, mas eu irei sempre conseguir desenha-las nas ondas. 

Pára, por favor, pára. Suplicava ela.

Ele segurou-a pelos braços, levantou-a no ar, atirou-a contra os frios lençóis da cama... Cerrou as mãos, esmurrou consecutivamente o colchão enquanto se mordia. Não aguentou. Agarrou-lhe no frágil pescoço e apertou.Viu os olhos dela revirarem, sentiu na palma da mão a vida dela a ser sugada. Parou. Sentiu, em cada nó dos dedos, as lágrimas que lhe escoriam pela face. Pára, por favor, pára . Suplicava ela. Ele não parou, estava louco de raiva, como podia ela ter-lhe feito aquilo? Como podia chamar assim a atenção de outros homens? Como é que ela foi capaz? Olhava para ela e só a imaginava com outros, com dois, com três ao mesmo tempo. Ela não vale nada, enganou-o. Ela só suplicava por perdão, ela só tinha olhos para ele. Este excerto inquieta? O que vos inquietou mais? Terá sido a agressão? Ou terá sido ela, submissa a pedir perdão? E se eu vos disser que há pior? No quarto ao lado ele nunca lhe levantou a mão. Mas matou-a. Não vás. Fica. Fica comigo. Alimentava-lhe...

A última carta

Já não está aqui em questão o sentimento, eu de facto gostei muito de ti. Suportei muita coisa ao longo destes anos, agarrei-me sempre à esperança que pudesses vir a gostar de mim, agora sei que gostas. Agora agarro-me à esperança de que melhores, sei que não estás bem e se não estás bem não consegues estar bem com ninguém. Tu tens boa índole. Passei momentos únicos contigo, quando estamos juntos, os teus gestos de carinho aquecem-me a alma, não só o corpo. É difícil de encontrar alguém que mexa connosco como tu mexeste comigo. Fizeste-me acreditar na palavra amor. E eu acreditei. Agora não acredito mais. Não na tua boca. Eu inventei uma pessoa na minha cabeça, um homem que não existe e projetei-o em ti. Projetei uma vida com esse homem e agarrei-me a essa ilusão… E fiquei obcecada. Esta é a verdade, eu sou completamente obcecada por tudo o que projetei em ti. Mas não é real. Se me perguntarem porque contínuo a insistir em ti, se me perguntarem porque é que eu gosto de ti, sabes qu...

Obrigada estranho pelo terapêutico sorriso.

Ela entrou, ele reparou. Ela saiu, ele sorriu. Ela entrou, ele não estava. Ela entrou, os olhares sorriram, saudosos. É normal ter saudades de um sorriso que não nos pertence? ah... Parece-me que este coração não aprende mesmo. Seja bem vindo Lobo mau.

Eu estou a sentir isto. E agora? O que faço com o que sinto?

Olá! Quem acompanha o meu blog está habituado a textos emocionalmente pesados, aliás, quem me acompanha desde os meus 15 anos sabe muito de mim e o que senti em diversos períodos da minha vida. Conhece as minhas histórias, a minha forma de pensar, a minha evolução e todas as minhas personagens e as suas vidas (que vivem dentro de mim por isso são minhas) Hoje quem vos vai falar sou eu diretamente e sobre algo que me é muito caro. Estive esta semana em formação e aprendi coisas excecionais que quero partilhar convosco. O maravilhoso do meu trabalho é que eu estou em constante desenvolvimento, lido com diversificados temas, qual o resultado? Estou sempre a aprender coisas novas. A frase da imagem é me muito significativa, de facto, na escola não nos ensinam a amar...aos outros... a nós próprios... E que raio é isso do nos amarmos a nós próprios? Nem sei bem o que é o amor, quanto mais... Não é sobre isso que vos vou falar (ou se calhar é) Vou partilhar algumas ide...