Centeio
Nada acontece por acaso, e este mini ser ter vindo parar às minhas mãos é prova disso. Sim, sei que é “só” um coelho de 800g, mas o cuidado, o amor e a dedicação não se medem aos palmos, à espécie ou à raça. Nos seus primeiros dois meses de vida não crescia ao ritmo da irmã, descobri rapidamente que tinha algo, algo esse que, graças ao excelente acompanhamento, ganhou nome cedo: um parasita no cérebro. À medida que foi crescendo apercebi-me que as mazelas eram mais do que muitas, mais do que físicas, neurológicas. A esperança era pouca. Muito ténue é o traço entre vida e morte quando tens um coelho que não pode correr ou saltar. Será que tem qualidade de vida? Sempre foi a pergunta. Será que podia ter agido de outra formo e as coisas seriam diferentes? Ela come, limpa-se, reage ao ver-me e ao ouvir a minha voz, refila comigo e é gulosa até mais não. Chega? Acabei por decidir que enquanto lhe vir vida, - e ver vida não é estar viva, é reagir, é refilar é querer auto cu...