A maneira que encontrei de preencher o vazio que eu criei no meu ventre foi ver-te em toda a parte e em parte alguma. Cada palavra escrita lida transborda a tua essência. não significa nada na minha realidade, é como folhas em branco não conheço essa essência tua. É esta desconhecida imaginação que me faz acreditar na tua possível existência. Doí uma dor horrível doí fora doí dentro e se arranjasses um ritmo? fora e dentro de mim.. sempre me trazias memorias da nossa realidade que nunca existiu Realidade. Minha realidade apenas Paro Reflicto Isto sou eu Agora Aquilo que sinto Eu identifico-me sem saber a identidade, eu sinto sem os sentimentos. Aqueles que existem sem existirem verdadeiramente. sabes? quando finjo que me és indiferente sem o seres? mas és Eu minto porque minto? Não sou nenhum ribossoma capaz de traduzir a informação do mRNA em linguagem proteica. Não sou capaz de traduzir o que sinto como? não dá o que é que eu si...
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A mostrar mensagens de março, 2012
Compilações. (Nostalgias)
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tenho saudades desta imaginação. Desconsolado e ansioso ( nem sabendo do que se trata a ansiedade) dos pés à cabeça, ele segue o conselho do amigo e vai à cozinha. (...) Decidido a ir-se deitar novamente, quando passa pela sala não se contém e entra. Ela já esperava a sua chegada, engenhosa como é, fingiu dormir numa posição preparada caprichosamente. Estava ainda com o vestido rosa e justo da saída anterior. Tinha um braço por cima da cabeça com a palma da mão virada para cima e o outro sobre os seus olhos para poder observar tudo secretamente. Tornou o pescoço o mais visível possível. Uma das pernas estava para cima com a barriga da perna e a coxa expostas, um fino lençol achava-se por cima da outra perna e metade pelo chão. Ao deparar-se com aquele cenário o efeito foi o desejado. Aproximou-se lentamente dela observando o belo quadro e tentando perceber se ela estava realmente a dormir. Aproximou-se e respirou fortemente junto do seu pescoço subindo até ao ouvid...
Compilações. (nostalgias.)
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"adoro estes momentos em que me apercebo que és humana" Suspira, tira-a do seu colo e coloca-a junto dele. Sentados um ao lado do outro num momento de silencio absoluto. Aqueles silêncios frágeis que se quebram com facilidade.. -gostava de te perceber -o que? -o que é que tu és, o que é que isto significa. Ás vezes penso que não tens sentimentos. Ela olha para ele com os seu olhinhos ainda a tentar analisar a sua cara, inclina o corpo e a cabeça, sentindo a ponta do rabo de cavalo roçar-lhe nos joelhos. -hum, é obvio que tenho sentimentos, mas não lhes dou grande valor. -porquê? -porque me fazem sentir vulnerável..-e brinca com o cabelo para não ter de olhar para ele, para fingir que aquela conversa não a incomoda nem um pouco, quando na verdade só lhe apetece por as mãos na cara como se isso a escondesse. -Mas não te sentes bem por gostares de alguém que te faz bem, que te deixa bem? -Enquanto essa pessoa me der estabilidade sim, depois é mais comp...
Mas... Quando?
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E quando te identificas? E quando sentes que é errado fazer mal a um igual? Mas, e quando é incontrolável? E quando ainda és nova de mais para agir como uma adulta? Mas, e quando queres crescer? Duvidas… E quando, e quando e quando… E quando vou eu esquecer ? E quando vou eu seguir em frente sem olhar para trás? E quando vou ultrapassar? E quando é que a dor vai passar? E quando vou conseguir agir correctamente e perceber que preciso de reflectir, sozinha? E quando não será um tormento só pensar em deixar de ser revolucionária? E quando deixarei de procurar o prazer de errar, o prazer de as regras quebrar? E quando vou deixar de me sentir enfeitiçada por tudo o que faz mal? E quando vou deixar de gostar da adrenalina de estar em frente a um precipício e continuar a andar em frente, até ficar na ponta, até cair… É tudo uma questão de tempo, tempo perdido, tempo irrecuperável, tempo rápido, tempo lento, tempo… E quando o tempo acabar, e quando o tempo p...