interpretação das nuvens.
Lá estava eu, sentada no balouço sinistro e melancólico dum parque infantil assombrado pela solidão, perdoem me a redundância e sem vos querer fazer de parvos, não sou nenhum Eça de Queirós nem nada mas gosto de explicar as figuras de estilos inerentes, melancolicamente assombrada pela solidão estava eu. Não sei porque me deixei abater assim, brincando com o cigarro entre os meus dedos, ainda por acender, não me apetecia colocá-lo entre os meus lábios não, o cigarro lá não me iria apaziguar nada, o meu desejo era outro... suspirante e lamuriosa olhei para o céu, foi então que reparei nas nuvens a oeste, dançando de sul para norte, primeiro passou algo que me pareceu um demónio sentado num cavalo, pôs me a pensar no seu significado, qual interpretação dos sonhos, aquilo que vira era certamente o meu subconsciente, talvez a dizer me que os meus demónios me perseguem, a galope, velozes, atrozes, esfomeados, consumindo toda a minha energ...