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A mostrar mensagens de julho, 2012
Pessoas erradas que me deram os momentos certos, as sensações mais intensas, boas e/ou más, nunca poderão ser tão ruins como penso. Talvez, seja eu a ter que desenvolver uma certa equidade, para além da tão desejada imunidade a cretinos, a impermeabilidade, pelos vistos, não serve para todos os casos e impede-me de me tornar forte o suficiente para aguentar a queda do pedestal, que é sempre inevitável quando a falsidade é a sua base.
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Definitivamente a minha mente é tão equilibrada como o primeiro passo de um bebé, está uma confusão tão grande aqui dentro, estou tão perdida que até tenho saudades de quando a minha dor era real...nem uma lágrima, nem um gemido, nada... vazio... não sinto nada... Há dois anos para cá que me tenho obrigado a sentir aquilo que tenho a perfeita noção de ter perdido, talvez seja verdade que o primeiro "amor" é também o último. Agora perguntam-me, "passado este tempo ainda escreves sobre ele?"... eu respondo, "todos os dias"... 

descobre-te

Quando queres mostrar ao mundo aquilo que bastaria tu sentires, é porque algo não está bem... Procura dentro de ti o que te falta e encontrarás a verdade, talvez percebas que há um vazio dentro de cada um que só o próprio conseguirá preencher. Não sou ninguém para dizer qual a maneira mais correcta, mas posso garantir que a sensibilidade humana é demasiado perigosa para que se faça jogos com ela.

Personalidade deformada

Ele sentiu passar por si um vulto que se dirigiu ao sofá e sentou-se abraçada aos joelhos, balançou se sobre o seu corpo, com o mesmo olhar vazio que reflectia a sua alma rasgada. Já passou uma semana desde que lhe bateu à porta, com os olhos já queimados do sal e rouca de tanto berrar a agonia de seu choro incessante. Estava cada vez pior, magra, cara encovada, olheiras negras, nem uma palavra desde a madrugada em que decidiu, mais uma vez, de forma egoísta, cair com a cara no seu peito, em vez de se despedaçar no chão. Ele só a abraçou, e conseguiu fazê-la sentir, embora sem o próprio saber, como só ele sabe, segura, agarrava-a como se sentisse a sua alma realmente desfeita e quisesse segurar todos os pedaços para que ela não se fraccionasse. Na janela, a oeste, já se podia ver o sol na linha que separa a terra do céu, a sua cor alaranjada estava reflectida nas nuvens à sua volta. -Fiz te canja, come por favor. Ela olhou para ele, como sinal de agradecimento, sem um...