Eu estou a sentir isto. E agora? O que faço com o que sinto?

Olá!
Quem acompanha o meu blog está habituado a textos emocionalmente pesados, aliás, quem me acompanha desde os meus 15 anos sabe muito de mim e o que senti em diversos períodos da minha vida. Conhece as minhas histórias, a minha forma de pensar, a minha evolução e todas as minhas personagens e as suas vidas (que vivem dentro de mim por isso são minhas)
Hoje quem vos vai falar sou eu diretamente e sobre algo que me é muito caro.
Estive esta semana em formação e aprendi coisas excecionais que quero partilhar convosco.
O maravilhoso do meu trabalho é que eu estou em constante desenvolvimento, lido com diversificados temas, qual o resultado? Estou sempre a aprender coisas novas.
A frase da imagem é me muito significativa, de facto, na escola não nos ensinam a amar...aos outros... a nós próprios... E que raio é isso do nos amarmos a nós próprios? Nem sei bem o que é o amor, quanto mais... Não é sobre isso que vos vou falar (ou se calhar é) Vou partilhar algumas ideias sobre auto conhecimento e inteligência emocional.
Reflexões sobre a inteligência emocional não são novas para mim, a grande diferença do que aprendi na faculdade e do que aprendi nestes dois dias de formação é a diferença entre saber o que é inteligência emocional e conhecer as ferramentas que permitem o meu desenvolvimento nesse sentido.
Daí eu acreditar cada vez mais na formação, se não acreditasse também não podia ser apaixonada pelo que faço, não é? Já agora, um abraço a todos os formadores, hoje é o dia nacional do formador!
Inteligência emocional é a capacidade de reconhecermos as nossas emoções, trabalhá-las e regular os nossos impulsos nervosos em nosso benefício.
Não obstante, como todos nós desenvolvemos ao longo do nosso percursos padrões de comportamento face às emoções, geri-las é um processo moroso e é algo que se treina.
Porque é que este tema me é tão caro? Porque eu sou emocionalmente instável, eu ajo de cabeça quente, eu não sei regular as minhas emoções e isso tem consequências, algumas severas.
Então se como eu és uma pessoa impulsiva e se já leste até aqui, contínua a ler.
É muito importante que desenvolvas auto consciência para que possas reconhecer emoções e os efeitos que tem em ti. Se te conheceres sabes que reação tens perante a emoção, ao reconheceres o teu estado emocional, se trabalhares a tua auto regulação consegues escolher o comportamento a aplicar. Os padrões de comportamento não são bons nem maus, depende de como os aplicamos.
E como é que regulas os teus impulsos?
1. Através da respiração, e aqui está uma coisa engraçada... Eu tenho crises de ansiedade e sempre apliquei esta técnica, mas nunca resultou, não me acalmava nada e acabava a agir de forma impulsiva...
Sabem porquê?
Porque eu estava a respirar de forma errada. A respiração que acalma é a respiração abdominal, aquela em que sentimos a nossa barriga a inchar, não aquela que enche o peito. E isto tem uma justificação lógica.Esta respiração permite que entre no teu corpo mais oxigénio, as moléculas de oxigénio atrasam as sinopses nervosas (que levam à reação da emoção) e acalma, verdadeiramente.
2. Contar até 10 mas de forma decrescente. Nós normalmente estamos com o lado racional e emocional equilibrado, mas quando há um estímulo que gera emoção, ficamos afetados e o nosso lado emocional aumenta de forma esmagadora e a razão fica muito pequenina. Ao contarmos de 10 a 1, neste caso, obrigamo-nos a pensar e o lado racional vai aumentando diminuindo a emoção.
3. Fazer uma pausa de 20 minutos. Sabem quando estão a ter discussões acesas em que já só cospem insultos um ao outro ou uns aos outros? Pois bem, o melhor é fazer uma pausa, a sério, contam até 10, respiram e depois retomam a conversa, vão ver as diferenças. Outra dica importante, neste caso das discussões, é reformular aquilo que o outro nos está a dizer. Primeiro para ver se percebemos bem, quando ouvimos automaticamente deduzimos e podemos não estra a interpretar corretamente (mas isso será para debater noutra publicação), segundo para obrigar nos a pensar regulando os nossos impulsos e os do outro.

E tudo isto para quê? Não é para reprimirem emoções, é para reconhecerem que elas lá estão, aceitem as vossas emoções, nós temos raiva, temos medo, sentimo-nos ansiosos, sentimos alegria, etc, etc... O importante é escolherem uma resposta que seja benéfica e que não vos traga mau estar. Eu estou a sentir isto. E agora? O que faço com o que sinto?
Quero terminar apenas com uma ideia importante, nunca se esqueçam de uma coisa, a responsabilidade do nosso comportamento é nossa, independentemente do outro, somos nós que decidimos responder de certa forma. Então, quem tem assuntos aí mal resolvidos com alguém e que ainda vos causa desconforto, assumam a responsabilidade e pensem, o que é que eu poderia ter feito de diferente? Com o outro vocês não podem fazer nada... Convosco? ah... meus amigos... podem rescrever-se por completo!
Se gostaram e tiveram paciência, o próximo tema será sobre Mudanças e Auto motivação. Só uma dica... O nível médio de felicidade depende 50% de genes, 10% das situações e 40% da atitude que temos perante a situação. Será que as mudanças significam sempre perdas?

Beijinhos!





Comentários

  1. Gostaria de parar a ansiedade, mas eu possuo sentimentos e não interruptores - Filipe Russo

    Somos quem somos, e nada pode mudar isso. As pessoas nao mudam, por mais que se tente, por mais que se queira. Almas sensiveis quando nao possuem qualquer desejo de o ser. Nascemos fora de época, e senti mos cada vez mais que nao pertencemos, e a cada dia que passa, temos a sua confirmação. O que por sua vez cria mais ansiedade e saudade de um tempo e local que nunca conhecemos ou conheceremos. Cresceste bastante desde os tempos da Arqueologia. :)

    ResponderEliminar
  2. Tens de crescer mais um bocadinho! :) *

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Não preciso de ti

Recomeços.

Personalidade deformada