Pára, por favor, pára. Suplicava ela.
Ele segurou-a pelos braços, levantou-a no ar, atirou-a contra os frios lençóis da cama... Cerrou as mãos, esmurrou consecutivamente o colchão enquanto se mordia. Não aguentou. Agarrou-lhe no frágil pescoço e apertou.Viu os olhos dela revirarem, sentiu na palma da mão a vida dela a ser sugada. Parou. Sentiu, em cada nó dos dedos, as lágrimas que lhe escoriam pela face. Pára, por favor, pára . Suplicava ela. Ele não parou, estava louco de raiva, como podia ela ter-lhe feito aquilo? Como podia chamar assim a atenção de outros homens? Como é que ela foi capaz? Olhava para ela e só a imaginava com outros, com dois, com três ao mesmo tempo. Ela não vale nada, enganou-o. Ela só suplicava por perdão, ela só tinha olhos para ele. Este excerto inquieta? O que vos inquietou mais? Terá sido a agressão? Ou terá sido ela, submissa a pedir perdão? E se eu vos disser que há pior? No quarto ao lado ele nunca lhe levantou a mão. Mas matou-a. Não vás. Fica. Fica comigo. Alimentava-lhe...