Personalidade deformada #2
-O quê é isto? – repetiu incrédulo. -Cortes. Melhor, cicatrizes. – Ripostou ela com uma calma sarcástica. -Estás a brincar!? -Não, não os vês!? cravados na minha pele para que eu nu nca os esqueça, nem o inferno por que passei. Ser forte a toda a hora cansa, sabes? As coisas acumulam-se e a dor no meu peito cresce, os cortes são um escape, com um tempo tornam-se vicio, às vezes parecia que estava a encaminhar a minha vida, depois acontecia algo que desmoronava tudo, tudo. A única coisa que tinha era a lamina, e a dor? A dor era a minha única companhia. Sentia-me tão sozinha, saturada, vazia, que magoar me de propósito parecia uma solução, só para sentir alguma coisa (...) É isso que vês. O meu passado, que desconheces, está todo aí, todo. As lágrima rompem os seus olhos saturados de as tentar travar, segura firmemente as mãos dela e une os seus pulsos, de seguida, beija-lhe as cicatrizes uma a uma...