retrospetivas

 Sempre tive esta mania de fazer um balanço geral do meu ano, se estiver com disposição para isso.
E que dizer sobre este ano?
Credo.
Acho que morri um milhão de vezes, desisti três mil, chorei rios e mares. Conheci pessoas que puxaram por mim os piores sentimentos e emoções que um ser humano pode sentir.
Mas...
Tinha do meu lado os verdadeiros.
Sempre tive, no fundo, só não conseguia ver isso nas alturas criticas.
Acho que nós nunca conseguimos ver nada quando estamos em crise, certo?
E desejamos por tudo que alguém, um alguém com nome próprio, nos ajude. Esse alguém nada pode fazer a não ser deixar passar a crise, respirar e ter fé que a razão fale mais alto.
E foi a razão que falou mais alto?
Ou terão sido as emoções? As boas claro. Tudo o que é intenso tem a sua (in)finitude e é algo que temos de aceitar. Temos de aceitar que a vida simplesmente não corre como sempre queremos, que os desejos que fazemos no final do ano não são nada se nós não lutarmos por eles. Temos de saber que cada ser humano é único e tem a sua forma de ver o mundo e sentir as pessoas, e mesmo que o valor desse ser humano não te pareça grande coisa, a ti, que tens os teus critérios, são os teus critérios, é a tua perspectiva. Sabes, os seres humanos dão o melhor que podem, mesmo que para ti, isso se resuma a nada. E essa é a verdade, o melhor de alguns é tão pouco e tão vazio. Mas é o seu melhor. E nós temos de aceitar isso. Em contrapartida tens aqueles que sempre te deram apenas um terço de si, porquê? Porque conhecem o mundo, porque não confiam fácil nas pessoas, porque lhes custa abrir a alma a alguém, talvez já se tenham magoado no passado... não podemos julgar, mas o pequeno de si que essas pessoas dão está mais cheio de sentimentos e emoções autenticas que o todo que muitos tentaram dar.
E isto tudo para dizer o que sobre o meu ano?
Entre Alemanha, Alentejo, Espanha, Roma, Lisboa... Eu conheci imensas pessoas, Eu tive inúmeras experiências, eu senti mil, eu aprendi um pouco mais sobre o que para mim é mais importante, aprendi um pouco mais sobre o outro.
Respeito, integridade, tolerância.
Eu aprendi, mais uma vez, que nada é para sempre. Aprendi que revoltas sentimentais temos muitas, aprendi que não vale a pena destruir outras pessoas só porque gostamos de alguém. Tudo o que é forçado quebra. Os sentimentos constroem se à medida que se constrói uma relação e está nas nossas mãos o rumo que ela pode tomar. Aprendi que há pessoas demasiado importantes na nossa vida para as deixarmos ir por orgulho, ou mágoa... As pessoas magoam, e como poderiam não magoar? As pessoas são mundos com fundos dentro de si, e vá eu sou sensível... Magoo-me sozinha, às vezes... Mas eu escolhi, há pessoas que valem a pena, porque no meio de todas aquelas que eu fui conhecendo, são essas que, não sei como, o que sinto de bom por elas, ultrapassa em mil o quanto me possam ter magoado.
Neste ano que aí vem vão chorar, vão sofrer, vão partir coisas, vão querer virar as costas a tudo, vão rir, vão amar, vão dançar, vão abraçar. Vão viver. Porque viver é isto mesmo.
Tem coisas boas e más. Mas façam o que fizerem, vivam intensamente e verdadeiramente, sejam autênticos e não se esqueçam de uma coisa.
Nós temos em nós a força para ser a melhor e a pior pessoa do mundo. Basta escolher.








Comentários

Mensagens populares deste blogue

Não preciso de ti

Recomeços.

Personalidade deformada