E quando eu acho que tenho problemas vem a vida e num telefonema percebo que a vida não é nada, que num dia estamos cá e no outro já desaparecemos. E tu sofres e choras, e desesperas, e odeias e gritas, e depois percebes, para quê? A vida são dois dias e um deles passas a dormir, no outro não quero a amargura, posso perder muita coisa na vida, mas enquanto não perder a própria, eu vou estar aqui a sorrir, a rir, a fazer tudo. Menos chorar por ti, porque sei que não o quererias. Podia pedir te para ficares onde quer que estejas a olhar por mim, mas neste momento é melhor um até já. Parece que estou a ouvir "relativizar, Joana, relativizar"
Não preciso de ti
- Estou a prever uma crise… - Então? - Oh, não sei, estou insegura, sei lá, o melhor é nem pensar muito, pode ser que passe. - E falares com ele e expores os teus receios, não? - Achas? Não posso, só f*do com ele, não tenho esse direito. Bem-vindos a geração que pode f*der, mas não pode demonstrar sentimentos. Há certas decisões que têm de ser tomadas e têm de o ser na altura certa. Ou vamos na onda do momento, que é relacionar-se sem se apegar e temos orgulho disso. Hoje este, amanhã aquele... arranjo estratégias para não confundir o nome nem trocar mensagens e está tudo bem. As mensagens também não são difíceis, é o básico, vejo-te hoje? Okay ali a estas horas. Ou então... somos nós próprios, temos sentimentos, temos medos, temos receios, demonstramos isso da melhor maneira que conseguirmos (nisso eu não sou exímia) e se isso assustar alguém ou não for de acordo com o contrato, hepa, eu não assino relações, eu vivo-as. E este tipo de "relação" (ou...
Comentários
Enviar um comentário