Compilações. (Nostalgias)
tenho saudades desta imaginação.
Desconsolado e ansioso ( nem sabendo do que se trata a ansiedade) dos pés à cabeça, ele segue o conselho do amigo e vai à cozinha.
(...)
Decidido a ir-se deitar novamente, quando passa pela sala não se contém e entra.
Ela já esperava a sua chegada, engenhosa como é, fingiu dormir numa posição preparada caprichosamente. Estava ainda com o vestido rosa e justo da saída anterior. Tinha um braço por cima da cabeça com a palma da mão virada para cima e o outro sobre os seus olhos para poder observar tudo secretamente. Tornou o pescoço o mais visível possível. Uma das pernas estava para cima com a barriga da perna e a coxa expostas, um fino lençol achava-se por cima da outra perna e metade pelo chão.
Ao deparar-se com aquele cenário o efeito foi o desejado.
Aproximou-se lentamente dela observando o belo quadro e tentando perceber se ela estava realmente a dormir. Aproximou-se e respirou fortemente junto do seu pescoço subindo até ao ouvido onde susurrou: "estás acordada?" Sabia perfeitamente daquele ponto sensível até ao mais leve sopro. Não obteve resposta.
Presumiu que ela dormia, sabia-a ter um sono profundo mas tinha receio de a acordar. Ela parecia-lhe tão perfeita assim, calada sem o tratar mal.
Afastou-se e contemplou-a por minutos.
As saudades percorriam todo o seu corpo como uma corrente eléctrica que começava no local da dádiva bênção da vida .
Não resistiu por muito tempo e voltou a aproximar-se tão perto que podia sentir o calor do seu corpo.
Beijou-a levemente para não a acordar depois com a sua mão percorreu a barriga da perna, passando pelo joelho até à coxa onde a deixou estática, olhou novamente para ela assegurando-se de que dormia. Aquele movimento tão leve e cuidadoso fez do sangue dela um rio de prazer que se manifestou através dum suspiro sentido que o levou a acreditar que ela acordara.
Ela manteve o jogo.
Voltou a beija-la e não houve reacção, continuou agora mais atrevido.
Levantou o vestido até à cintura e poisou a sua mão quente no ventre frio, contraste este que provocou um arrepio mas ela queria dormir o máximo de tempo possível.
Não resistiu e irreverente, desenhou uma linha desde o umbigo até à fonte dos maiores prazeres femininos.
Aquele toque, nostálgico, despertou nela um prazer que o seu corpo a atraiçoou pela segunda vez: as suas pernas tremiam. Deleitado como estava ele nem se apercebeu.
Ela sentiu, como sempre, aquela ligação primordial mas não queria abandonar-se a ele novamente.
Num movimento brusco, repentino e inesperado fechou as pernas, tapou-se até ao pescoço muito rapidamente fingindo atrapalhação e vergonha. Preparou-se para dramatizar um grito que foi abafado pela mão do rapaz. Ela continuou a contorcer-se assustada.
-SHH, sou eu, sou só eu..
-Só tu? é o facto de seres só tu que me preocupa- diz ela num tom quase mudo
Desconsolado e ansioso ( nem sabendo do que se trata a ansiedade) dos pés à cabeça, ele segue o conselho do amigo e vai à cozinha.
(...)
Decidido a ir-se deitar novamente, quando passa pela sala não se contém e entra.
Ela já esperava a sua chegada, engenhosa como é, fingiu dormir numa posição preparada caprichosamente. Estava ainda com o vestido rosa e justo da saída anterior. Tinha um braço por cima da cabeça com a palma da mão virada para cima e o outro sobre os seus olhos para poder observar tudo secretamente. Tornou o pescoço o mais visível possível. Uma das pernas estava para cima com a barriga da perna e a coxa expostas, um fino lençol achava-se por cima da outra perna e metade pelo chão.
Ao deparar-se com aquele cenário o efeito foi o desejado.
Aproximou-se lentamente dela observando o belo quadro e tentando perceber se ela estava realmente a dormir. Aproximou-se e respirou fortemente junto do seu pescoço subindo até ao ouvido onde susurrou: "estás acordada?" Sabia perfeitamente daquele ponto sensível até ao mais leve sopro. Não obteve resposta.
Presumiu que ela dormia, sabia-a ter um sono profundo mas tinha receio de a acordar. Ela parecia-lhe tão perfeita assim, calada sem o tratar mal.
Afastou-se e contemplou-a por minutos.
As saudades percorriam todo o seu corpo como uma corrente eléctrica que começava no local da dádiva bênção da vida .
Não resistiu por muito tempo e voltou a aproximar-se tão perto que podia sentir o calor do seu corpo.
Beijou-a levemente para não a acordar depois com a sua mão percorreu a barriga da perna, passando pelo joelho até à coxa onde a deixou estática, olhou novamente para ela assegurando-se de que dormia. Aquele movimento tão leve e cuidadoso fez do sangue dela um rio de prazer que se manifestou através dum suspiro sentido que o levou a acreditar que ela acordara.
Ela manteve o jogo.
Voltou a beija-la e não houve reacção, continuou agora mais atrevido.
Levantou o vestido até à cintura e poisou a sua mão quente no ventre frio, contraste este que provocou um arrepio mas ela queria dormir o máximo de tempo possível.
Não resistiu e irreverente, desenhou uma linha desde o umbigo até à fonte dos maiores prazeres femininos.
Aquele toque, nostálgico, despertou nela um prazer que o seu corpo a atraiçoou pela segunda vez: as suas pernas tremiam. Deleitado como estava ele nem se apercebeu.
Ela sentiu, como sempre, aquela ligação primordial mas não queria abandonar-se a ele novamente.
Num movimento brusco, repentino e inesperado fechou as pernas, tapou-se até ao pescoço muito rapidamente fingindo atrapalhação e vergonha. Preparou-se para dramatizar um grito que foi abafado pela mão do rapaz. Ela continuou a contorcer-se assustada.
-SHH, sou eu, sou só eu..
-Só tu? é o facto de seres só tu que me preocupa- diz ela num tom quase mudo
(...)
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